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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Penso que...

"O mal desencadeia uma luta terrível. E ele sempre vence no final."

Katherine Anne Porter

domingo, 10 de abril de 2011

Me cabe

"Menos eu me reconheço em meu corpo, mais me sinto obrigada a me ocupar com ele. Está a meus cuidados e eu o trato com um devotamento aborrecido, como a um velho amigo meio desgracioso, meio diminuído, que tivesse necessidade de meus préstimos."

(Simone de Beauvoir)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A solidão da Florbela Espanca



Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorito
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinho porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Entre dois poetas

Eu sangro tuas feridas,
Choro tuas tristezas,
Lamúrias do medo.
Nossas lentes cedo avistam crime e justiça.
Criamos e alimentamos,
Odiamos em cada cada-falso que te afeta a memória
E me leva a um palco de história
Fazer dos ventos os teus sussurros,
Dos esquecimentos nossos vultos.
Eu quero ser livre para chorar quando morreres em meus braços.
E sorriremos enlaçados
Faço de teu choro meu pranto,
De teu renascer meu canto,
De tua dor uma chama,
Da vida uma cama.


Quero te dar filhos,
Quero arrancar meus cabelos
E prender com os fios
Teus lábios tristes de poeta.
Eu agora,
Tento rimar tua beleza,
Arquitetônicamente,
Construir tua sutileza
Unicamente para mim.

...


Dar-te-ei um filho dos meus lábios,
Em afagos úmidos á teia tua, que interpenetra-me.
Na leveza lenta de teu abraço, me solta o cheiro do seu pulmão
Inscrevo-me na reza que é teu sorriso como uma fumaça
Nadando em teu peito, de braços abertos,
Me embrulho em teu ventre.
E da placenta tua, os nossos gametas são umbilicados até meu útero
Que nos regurgita um sopro de ar


Amo-te,
Por isso não desejo decifrar o amor,
Minha essência carnívora apenas quer carregá-la
[ consigo aos sonhos infindos de Platão.
Minh’alma quer largar-se de mim em busca da tua,
Me revelara o súbito que lhe tomara...
Chamarás a tua alma,
E de ti, sairá.
Puxarás pela essência,
E levarás para bailar ao etéreo,
No Éden destinado aos poetas (poetisas)
até aqueles (aquelas) que não sabem que são.
Rodopiarão e se entrelaçarão
Em meio às palavras dos antigos mortais...
Petrarca se afastará;
Camões duelar-se-á;
Gregório se punirá
E Maiakovski declamará por ressurreição.
E nós,
De corpos desalmados,
Como Zumbis que procuram sua liberdade na floresta,
na floresta das almas inquietantes,
estenderemos os braços e com olhos adormecidos,
nos cruzaremos.
E na bruta Terra que forra nossos pés calejados,
Sem a vestimenta que cubra a dor,
Bailaremos no compasso,
Regido pelos passos de nossas almas,
E conheceremos o amor.

Nossos corpos,
Num certo rodopio, formarão um só desejo,
Um só corpo,
Uma só morte
Um só amor...

...
 
 
Fale-me sobre o amor
E de todas as árvores sem folhas,
E de todas as rimas sem lógica.
Nesta frieza que cai de seus olhos esta a sua inocência que me faz
Miseravelmente explodir em sentimentos, destruir-me em palavras.
E essa dependência ela não me deixa ser livre como eu deveria de ser.
Se meus poemas servissem,
Eu seria feliz.
Morrer em seus braços seria a felicidade.
Mas a pior tristeza é saber que suas lagrimas não cariam.
Em saber que o ser que mais odeia coisas melosas, queria lhe dizer:
Eu te amo.
Eu te amo.
Eu te amo.
Eu te amo.

 
 
Ps:. de qualquer forma, dois poetas produzem muitas palavras para pouco amor. Quando me calei foi o momento no qual vedadeiramente amei!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

me sinto assim... um tanto Beauvoir sobre você











"É, talvez, nesses instantes em que o vejo distanciar-se que ele
existe para mim com mais perturbadora evidência: a silhueta alta
diminui, desenhando a cada passo o caminho de sua volta; ela
desaparece, a rua semelha vazia mas, em verdade, é um campo
imantado que o reconduzirá a mim como a seu lugar natural.
Essa certeza me comove ainda mais que sua presença."
(Simone de Beauvoir)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eu também sou...


Sobre o Lord da postagem anterior, fiquei muito ligada ao ver que o narcisismo que também nos une vem de tempos...
Não sou o tipo de pessoa extremamente bonita, nem inteligente, se quer tenho dinheiro pra comprar tais coisas... se tivesse, provavelmente não seria isso que eu compraria!
Apesar de ter consciência de quem realmente sou, existe algo em mim que me coloca em um pedestal... como a Vênus de Milo
Mentalizo como um mantra humildade, humildade...
Mas eu sei que, diferente do que muitos dizem, quanto mais eu sei, mais eu me surpreendo em saber que eu sei, e não o oposto.
Penso se isso pode ser algum problema como, bulimia ou TOC? Imagino se esse é meu mecanismo de auto flagelo social, que se por um lado pode me por no centro das atenções, pode me tirar de lá, como fez meu irmão ao nascer. Penso se não seria preciso fazer análise? Penso, então que adoro ser assim...


Eu sou uma performance...
Uma imagem não é "just an inmage" é um Happening
A alma da pop art, uma parte de Lichtenstein.
Esperando o dripping de Pollock!
Do suprematismo ao abstracionismo geométrico de Malévich.
Eu sou um serigráfico de Warhol
Um verdadeiro readymade
Ou ainda, além da arte de bolso de M. Duchamp...

Eu sou a arte ambulante, do museu e da rua
Como os "bichos" da Clark, arte pra brincar!
A base do "não-objeto" de F. Gullar

Uma "Banda à Parte", qualquer parte
Do sorriso de "Monalisa" ao "Quadrado preto sobre fundo branco"
Transgressor e violento como o hilário"What's up, tiger Lily?"...
Transgressor e performático como o violento"laranja mecânica"
Transgressor e romântico como a morte do Brando no "Último tango..."

"We are only what we feel" Meu Petit Soldat !
Como na música do Renato e no filme do Buñuel e Dalí …
"L'Âge d'Or" Cherry...
Teu corpo é gostoso, teu rosto é bonito

“Não sei mais se é só questão de sorte!”

Agora só me falta um vestido preto bem justo, salto alto, vinho tinto, unhas pintadas de vermelho pra combinar, e um cigarro, um batom vermelho nos lábios só pra tirar...

Eu sou...


Não dá pra começar a ler um livro, sem antes ler a apresentação, uma parte tão interessante quanto o próprio livro, na qual ficamos sabendo das fofocas históricas dos caras que a gente lê. Depois de sermos ambientados, ficamos mais abertos a entrar na história, acabamos nos identificando, lemos outra vez só pra sublinhar a quele trecho que achamos a nossa cara...
Decidi, então, pensar em qual seria o escritor ou escritora que seria mais a minha cara...

Começei a recordar de grandes máximas de um certo cara, pensei em coisas do tipo:

"o que é uma mentira? É apenas a verdade mascarada"
"Comer,beber,e amar... O resto não vale um níquel"
"Na sua primeira paixão, a mulher ama o seu amante; em todas as outras, do que ela gosta é do amor."
"A recordação da felicidade já não é felicidade. A recordação da dor ainda é dor"
"A vida é como o vinho: se a quisermos apreciar bem, não devemos bebê-la até à última gota."
"O entusiasmo é uma embriaguez moral."

Pensei em minha vida, e cosiderando o fato de ser mulher e de não estar na TPM, não tenho problemas em assumir que, quando em TPM vivo verdadeiros momentos caóticos que unem narcisismo e angústia, o que me dá uma grande irritabilidade e uma enorme vontade de chamar a todos de idiotas...

Ligando os pontos, me dei conta de que o Lord Byron podia ser meu melhor amigo!

Bem que eu queria levar a vida como uma boêmia da Lapa (acho que ele moraria na Lapa, não?), viciada em bebida, drogas e sexo, mas acho que meu pai não ia me apoiar tanto...

Por outro lado, sou a prova viva de que "tragédias terminam em morte e comédias em casamento." Além disso, quando se tem uma família tão grande que tem dois lados, em sua maioria "as novidades agradam menos do que impressionam"...

Por fim, não me surpreendi ao tomar conhecimento do que eu considero um pacto de sangue, digo, de bosta entre Bayron e eu, digo isso pelo fato de ficarmos longos períodos sem comer e depois tomar laxante!

Definitivamente eu leio o Bayron!