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domingo, 26 de junho de 2011

Crepúsculo dos Deuses

Neste poste, divido com vocês minhas anotações da aula sobre o filme "Crepúsculo dos Deuses" do primeiro módulo (O Perspectivismo) do curso de História da Filosofia em + 40 filmes, para abrir o poste, selecionei o Trailer do filme, não é o oficial e infelizmente não tem legenda, mas resolvi postar mesmo assim porque achei este mais completo, porque oferece algumas informações sobre os atores. Para quem já assistiu ao filme ou pretende assistir fica fácil entender.

Aproveito ainda, para passar o link para fazer o download do filme:




Billy Wilder (1906-2002)

Polonês e Judeu, foi para a Alemanha para viver de cinema, mas teve de fugir para Hollywood na segunda guerra, quando perde seus pais em Auschwitz. Torna-se o principal nome do cinema hollywoodiano de seu tempo.

Filmografia:

Farrapo humano (1945)
O pecado mora ao lado (1955)
Quanto mais quente melhor (1959)
Beija-me idiota (1964)
Amigos amigos, negócios a parte (1981)
 
O filme: Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard - 1950)
Sombrio e cômio, marcado por diálogos ágeis e cínicos, construindo um retrato específico do fracasso e dos projetos que somos: Heidegger e Sartre - a vida é um projetar-se, a doação de sentido é como um tijolo mas a construção é passível de ruína. Vemos no filme uma mansão em ruínas, Norma, a dona da casa tem seus projetos em ruínas, por isso sempre está a beira do suicídio, despencando do que pensa ser.
O filme nos conta uma historia a partir de um ponto de vista privilegiado. Gilles, o narrador personagem, nos apresenta a sua versão dos fatos, e os personagens todos são versões de como ele percebe os outros. Os personagens estão em função de um mesmo.

O filme pode ser dividido em três perspectivas

I. Perspectiva de Wilder:

O diretor afirma que com este filme ele quis “retratar a vida em Hollywood”. Wilder não atribui adjetivos ao retrato que apresenta, apenas mostra os efeitos desse ambiente nas pessoas. Outra frase do diretor nos dá a dimensão do que ele quis mostrar:  “em Hollywood os sonhos se realizavam ou morriam”.
Sonhos são projetos e a morte deste é a morte do homem, portanto, nada melhor que um morto como narrador. A pergunta do filme é: “até que ponto estamos dispostos a chegar?”

Entrelaço ficção e realidade – a realidade (do / no) filme:

O filme retrata a decadência da Hollywood do tempo do diretor. Foram usadas locações reais, que de fato possuíam a áurea do filme:

O casarão que vemos possuía intimamente o contexto do filme, inclusive a dona verdadeira do casarão era como a dona da casa no filme. Os estúdios que são apresentados eram de fato estúdios da Paramount, e De Mille, que representa a si mesmo como o maior diretor da época, realmente estava filmando Sansão e Dalila (um filme dentro do filme). 

Gilles, quem nos narra suas memórias póstumas, seria uma versão de Wilder fracassado, que se une aos restos de sonhos (Norma) em nome da sua ganância. Wilder foi Giles até certo ponto, o diretor vingou mas seu personagem não. Na Alemanha, Wilder era um jovem querendo fazer seus filmes, impossibilitado, ele saia com velhas ricas para manter certa posição.

William Holden que interpretou Gilles: era um ator de filmes menores, mas chega a ganhar notoriedade a partir desse filme, onde, de certo modo, interpretava a si mesmo.
Gloria Swanson que interpretou Norma: tal como no filme, foi uma grande estrela do cinema mudo, e assim como muitas, perdeu espaço na era do cinema falado, por conta das performances carregadas. Entretanto a atriz não estava no ostracismo, era ativa, fazia programas de rádio.

Stroheim que interpretou o mordomo Max: foi de fato um gênio que nunca se realizou por completo, fez historia no cinema com clássicos como "Coração da humanidade (1918)""Agrande ilusão (37)"

Assim como no filme, o Stroheim, como diretor, fez de Swanson uma estrela do cinema mudo, dirigindo-a em filmes memoraveis, inclusive, quando a personagem Norma assiste a um de seus filmes com Gilles, a cena que vemos é do filme “Minha Rainha” dirigido por Stroheim, o fracasso que sepultou Swanson, depois deste filme diretor e atriz, que eram casados (assim como no filme de wilder) só voltaram a se falar para fazer Crepúsculo dos Deuses, redendeu a ela uma indicação ao oscar de melhor atriz em 1951. 
 
Hedda Hopper: de fato uma fofoqueira social, por isso dá a noticia da morte de Gilles no fim do filme

Bonecos de cera: tem uma intenção ambígua, pode soar como homenagem ou cínico, uma ode, ou ódio, mas de todo modo mostra a marginalização do cinema mudo.
1.Keaton: diretor que fez em “O homem das novidades” o mesmo que Wilder em Sunset Boulevard, acaba com sua produtora 30 anos antes de Wilder acabar com a Paramount.
2.Chaplin: também está presente no filme como uma estrela esquecida .
3.Anna Nilsson: é uma pré Greta Garbo
4.Warner: fez o filme “Rei dos reis”, onde foi o personagem principal e só, mostra o stigma de personagens grandiosos de mais.

Vemos que o filme conta com a participação de grandes ícones do cinema, o que nos faz perguntar como estes puderam aceitar representar nesse filme, o mais ácido filme hollywoodiano sobre Hollywood.
 
II. Perspectiva do personagem narrador:

Walter Benjamim proclama a morte do narrador. Em uma leitura histórica, a morte abre novas narrativas e acaba com outras, pois, a oniciência é uma propriedade divina e por isso não existe, deste modo, a morte do “narrador” está vinculada a própria morte de Deus, qualquer outro narrador é parcial, e por isso, não pode dar a versão completa.
No filme há um narrador oniciente, mas que sabemos ser parcial, acirrando a falta de convivência entre as pessoas, nossas relações com os outros são relações virtuais, porque nos relacionamos com a versão que fazemos do outro.

A cena de abertura é uma provocação para a versão em retrospectiva, junta pontas e monta figuras tentando fechar a trama em um circulo, e para isso, manipula. Vemos o narrador em um circulo hermenêutico (revisionismo) sobre si, busca a compreensão de si; a valorização das experiencias (a comunicação na obra de arte).

Gilles narra os fatos em primeira mão, antes dos jornais (outras versões), conta o que se vê, e o que não se vê, a revelação de si entre o narrado e o omitido. Difere personagens e narrador mostrando-se perigoso e malandro que lança o anzol para fisgar Norma. No fim, vemos que a lógica se inverte, vemos norma enterrar seu animal de estimação (um chimpanzé) quando Gilles chega, seria ele o novo macaco, mas o dado nos escapa, porque o narrador nos manipula.

Quem pretende estrelar Salomé, é Norma, e é ela quem beija o morto, Gilles vira um marionete, e assim como ele a realidade está afogada no jogo das perspectivas, passa de macaco a vira lata sem passado (na fala de Max ao telefone). Gilles começa a falar de si na terceira pessoa, não sabe quem é. A personagem Betty é como a vida com quem ele sempre flerta mas não casa, abre mão do amor para ser gigolô, possui um desprezo por si mesmo, e Desprezo é um tema recorrente na linguagem de Wilder.
 
III. Visão de Norma (fora da realidade)

Norma é uma hipérbole com lente de aumento, vive em uma redoma de ilusão (Heidegger – ser no mundo e ser com). O personagem Max tenta manter o minimo de organização no mundo de Norma. Gilles morre por querer destruir a redoma/mundo de Norma, na ótica de Gilles ele a está salvando.

Max está tão comprometido com Norma, que ela passa a ser seu mundo, ela é seu projeto (Max fez de Norma uma estrela, manter a luz da estrala é seu projeto). A mansão é lunática, como a dona, exagerada. Em seu onírico retorno, Norma age como se estivesse em um filme, vive como quem contracena, defende o cinema mudo, assume falar com os olhos, que o cinema é mais cinema sem a voz.

Interesse e desejo: Niet e Freud – todos enxergam o que ela não vê, que o seu tempo já passou, mas Norma cria sentidos para se proteger, como o último a saber, não sabe porque não quer ver. Na cena em que Betty descobre o segredo Gilles, vemos que ela também escolhe o que quer ver, mas Gilles se remoeu, acreditando que ela precisava ver.

Sempre o último a saber, porque? Porque não quer saber, mostrando que serve pra todos e não somente para os loucos. A doutrina do ponto de vista (Ortega y Gasset) – o ângulo é a lei, não podemos subtrair o olhar. O crime de Gilles foi quebrar a redoma de Norma, ela não duvida do seu ponto de vista, se assim fosse morreria, ela mata Gilles para não morrer.

Nas cenas finais as câmeras dos jornais, aumentam o delírio de Norma, neste momento Max vira De Mille e de algum modo Norma se realiza. Hedda Hopper e o exercito sem coração vêm a noticia espetáculo mais importante do que a pericia médica.



“Ei la sobre as câmeras, a vida foi estranhamente piedosa com Norma. O sonho com o qual se agarra acabou por envolve-la”

Close up final, Norma fora de foco, sombria e assombrosa.
E como comentário pessoal, a atuação de uma estrela muda, que fala maravilhosamente!

*Anotações de aula; Alexandre Costa; Historia da filosofia em + 40 filmes


Peço desculpas pelo tamanho do poste, mas realmente é difícil resumir quando tudo o que se vê parece importante e interessante, ficarei feliz em receber comentários de quem tenha visto o filme e lido minhas anotações.
Seguindo o contexto do modulo Perspectivismo, nada neste poste foi retirado de minhas opiniões pessoais, tudo foi anotado durante a palestra. Caso haja alguma batatada de minha parte, nada mais é do que o efeito do meu modo de ler o mundo, intrinsecamente às minhas anotações, está a minha perspectiva disso tudo. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

É apenas o fim

Acabei de assistir ao filme "é apenas o fim" que causou muitos comentários por onde passou, alguns disseram que o filme é digno de um Godard, outros falaram tão mal, mas tão mal do filme que até me deu vergonha de assumir que eu estava querendo assistir.

Bobeira minha ter demorando até hoje, quando eu poderia tê-lo visto no festival do Rio, no meio de todo o burburinho e das "estrelas cults".

Como  fora de casa eu faço xixi em pé (rs) não vi, preferi esperar para assistir ao filme num dia de chuva num ano em que o carnaval foi em março.

O que tenho a dizer é, sobretudo:  VEJA O FILME!  

Ai está um bom link para baixa-lo: http://www.megaupload.com/?d=7TGPQRA4

E, para me animar depois de um filme tão desanimador* (considerando minha TPM) encontrei uma critica "bonitinha" ao filme que resolvi postar, então:

"Uma das sensações que, até há pouco, afirmaria com certeza nunca ter sentido é torcer por personagem de filme. E, menos ainda, para que mocinho-e-mocinha saiam de mãos dadas pela estrada depois de 120 minutos. Quebrado mais um tabu. "Apenas o Fim..." traz um roteiro envolvente, que prende a atenção do espectador e o faz torcer pelo beijo final de Érika Mader e do carismático Gregório Duvivier, o dono da bola. E é romântico sem ser piegas, pois aborda o romance entre jovens mesclando, em uma curiosa troca de sabores, o realismo e o romantismo. Fora o roteiro e as atuações corretas, não há muito o que falar. Os enquadramentos e recursos técnicos são simples, típicos de uma produção universitária como o filme é. Enfim, vale a pena conferir na estréia nacional, amanhã nos cinemas. O jovem cineasta Matheus Souza, mais novo que eu, mostra muita sensibilidade e um grande futuro. Assistam, eu gostei e torci."

  Lucas Alvares

Pra começar, a minha critica à critica, me pergunto, como alguém nunca torceu por um personagem?? O que é hollywood se não isso, emoção! nossa escolha por um personagem logo no trailer!
Eu diria justamente o oposto, poucas foram as vezes que o "mocinho" conseguiu não me conquistar, (o que foi maravilhoso) em "Taxi Drive" obviamente que essa era a intenção do Scorsese desde o principio.

Considerando que nem até o Godard fez seus personagens carismáticos (que não foram poucos, eu diria) nunca torcer por um personagem me soa bem estranho.

Mais estranha ainda fica tal afirmação quando, ao repassar o filme na minha cabeça, só consigo me recordar da sensação de incomodo com o tal casal, me parece ter sido feito para parecer improvável. Sabe a tal química que nos faz suspirar nas novelas e comédias românticas hollywoodianas? Bom, o casal não tem e isso faz do filme algo bem acima de uma comédia romântica.

Isso realmente me surpreendeu, porque eu comecei a assistir o filme como uma comédia romântica, e fui atacada por esse incomodo que o casal carrega, um certo vazio que beira a poética godariana. Não, não me surpreendo que em um mundo que anseia pelas ânsias fatais de caras como Godard, Glauber e companhia, veja em um filme desse algo como uma luz no fim do túnel.
Além do dito incomodo, fui arrebatada pelas coisinhas que mais gosto "CITAÕES" o filme é repleto delas, algumas são ditas com uma ironia tão singela que parece mesmo ser inocência.

Quebrando tabus? Isso o filme fez, mas nada que envolva a história, e sim o seu fazer o processo através do qual tal história é contada, uma história qualquer, comum, talvez tenha alguns confetes a mais que a historia de um ou outro casal, mas não é uma historia cinematográfica. É só uma historia sem começo e com um fim engraçado, como Brecht que distancia. (Vide algumas intervenções que brincam com o a realidade tanto nossa quanto a do filme, e isso ocorre justamente no final, creio que seja pra causar um maior distanciamento na hora derradeira, a hora do fim) 

Em uma coisa devo concordar, de fato o filme “é romântico sem ser piegas”, mas não porque mistura “realismo e o romantismo” e sim porque brinca com a realidade do filme e a nossa realidade, lembrando que a menina, cujo nome nem me lembro (acho que não tinha, e se assim for, o filme cresce ainda mais) só tem uma hora para se despedir do namorado (outro que pra mim, não tem nome) e é justamente essa uma hora que temos para assisti-los.

Ele fala de enquadramento e recursos, simples, sim, de fato são simples, a final esta é uma citação do Godard, que Matheus Souza deixou claro na irônica frase “transformers é melhor que todos os filmes do godard”.

Ai já começo a viajar, ou não, relacionando o fato da fuga da menina com a fuga de Belmondo em Acossado. Ou seguir a linha de Jules e Jim do Truffaut e imaginar que, ao ter algum cunho confessional, a menina representaria o diretor, visto que é o personagem que mais coloca citações mais importantes culturalmente, quando o rapaz é a voz da ironia.

Sensibilidade o filme possui, e vamos esperar pelo futuro do diretor... no final sabemos que ambas as visões sobre o filme não estão nem corretas nem erradas, são somente diferentes.

E qual será a sua?
 
*pra finalizar, o desanimador entra porque devo concordar que o filme pretendeu dar um panorama da nossa geração, e que vazio isso me deu! Me pergunto “sou triste porque sou livre ou sou livre porque sou triste” escrevendo a sentença máxima Godariana agora, sinto que esta foi também a sentença máxima do filme. Agora sim, tudo está mais claro pra mim. Quase posso chorar pelo meu tempo! hauahauhauahua

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eu nasci pra ver os filmes do Godard!

Cartaz de Jogos Mortais VI

Cena de Jogos Mortais VI
Ontem a noite, como sempre sem sono, tive a brilhante idéia de ver o filme “Jogos mortais VI” que baixei essa semana. O filme tem uma hora e meia de duração, mas a sensação que tive foi que o filme durou no máximo meia hora.


Justifica meu medo de Palhaço!
Nesses psicológicos trinta minutos que o filme durou, percebi que só fiquei de olho aberto por mais ou menos doze minutos, então conclui que fiz um ótimo negócio ao baixar o filme, se fosse assisti-lo no cinema ia jogar grana fora.



Primeiro que definitivamente o filme só tem meia hora, no máximo quarenta minutos contando com os trailers, segundo que eu não veria o filme já que de certo estaria escondendo minha cara no ombro do primeiro idiota que se encontrasse sentado ao meu lado! Sem mencionar o mico de dar gritinhos no cinema que com certeza estaria cheio.

Cena de violência em Laranja Mecanica
(Sei bem como é isso, eu faço parte da turma do meião, sou a garota que grita nos filmes de terror, que dá suspiros nos filmes de amor, e que faz SHIIII quando as luzes apagam e aplaude no final do filme cult mesmo quando nem mesmo os meus amigos aderem a manifestação!)


morte de Brando em Apocalypse now
Ao longo das cenas mais heavy metal do filme eu só conseguia repetir o mantra “eu nasci pra ver os filmes do Godard”, pra tirar minha tensão, no meio do filme comecei a pensar em variáveis tipo:

Mais violência em Laranja mecanica


“eu gosto de violência conceitual estilo Laranja mecânica”, ou “eu gosto de morte como a do Belmondo em Acossado” ou ainda “porque não filmaram as mortes como o Woody Allen?”... escrevendo agora pensei em mais uma frase boa: “só assisto as mortes do Marlon Brando!” até morrendo ele sabe ser sexy!

Morte de balmondo em Acossado

Me recordo agora que quando a adrenalina chegou no seu ápice eu repeti naturalmente uma frase que sempre cantava mentalmente quando era criança e assistia aos filmes do Chuck: “é tudo catchup!”


Chuck

Na boa, o filme é super bacana, adorei cada minuto em que fiquei com a cara escondia na almofada do sofá!
Jr. Kyle
Sem fazer muito esforço podemos encontrar um Q de violência conceitual no filme. Desde o primeiro Jogos Mortais eu gostei da idéia de se fazer um reality de um só voyeur onde os participantes levam como premio a própria vida, nada melhor! Parece coisa de Junior Kyle, mas dá certo!
  
Cena de Jogos Mortais VI



Devo confessar que apesar da idade já me fazer dobrar as costas ainda não cresci o bastante para ver esse tipo de filme e depois ir dormir sem se cobrir até a cabeça, mesmo com esse calor!


Cenas de Jogos Mortais VI

Cena de Jogos Mortais VI
É massa quando um filme consegue nos levar de volta a um lugar comum, era comum sentir medo de filmes de terror quando criança, era ordinário, agora, é extraordinário, e é isso que Jogos Mortais foram, ao meu ver todos eles foram extraordinários! (claro que não é medo, é tensão, mas valeu!)
Cartaz de Viver a Vida do Godard





Por fim fica a ironia, no mesmo dia em que baixei Jogos Mortais VI (dirigido por Kevin Greutert), baixei Viver a Vida do Godard, nada melhor ver o segundo depois do primeiro, não?





Pra quem quiser seguir a experiência, ai está os links dos filmes pra baixar

Jogos mortais VI

Sinopse: Um grupo de sobreviventes do assassino serial Jigsaw (Tobin Bell) vai buscar ajuda com o último sobrevivente, Bobby Daggen (Sean Patrcik Flanery), sem saber que ele esconde terríveis segredos que podem desencadear uma nova onda de terror.


Ficha técnica:

Título Original: Jogos Mortais: O Final
Tamanho: 349 MB
Gênero: Terror
Formato: RMVB
Qualidade: DVDRip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Ano de Lançamento: 2010
Servidor: HotFile


Link: http://hotfile.com/dl/94021213/e6e446a/Jgs.Morts.7.Leg.Series-BR.com.rmvb.html

Viver a Vida (Jean Luc Godard, 1962)

Sinopse: Nana é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para fi- nanciar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel, é expulsa de casa e decide virar prosti- tuta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, re- encontra Yvette, uma velha amiga que lhe confessa que também se prostitui por necessidade. Yvette lhe apresen- ta a Raoul, que se converte em seu catetão. A partir des- se momento, Nana irá introduzindo-se progressivamente no mundo da prostituição.

Ficha técnica

Direção: Jean-Luc Godard
Roteiro: Jean-Luc Godard
Título Original: Vivre sa Vie
Origem: França
Duração: 80 min
Idioma: Francês
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 272 MB
Servidor: Megaupload
Artigo: Viver a Vida, por Luiz Carlos Oliveira Jr.


Link:  http://www.megaupload.com/?d=RTLI5ML6

Ps1:. em caso de erro acesse os sites

Para Jogos Mortais VI:
http://series-br.com/filmes/download-filme-jogos-mortais-o-final-legendado

Para Viver a vida:
http://setimoprojetor.blogspot.com/search/label/godard?updated-max=2009-06-20T14%3A08%3A00-03%3A00&max-results=20


 Ps2:. no caso dos links não levarem diretamente para a página desejada, é só copiar e colar em uma nova guia.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Hannah e suas irmas - Woody Allen (1986)

Uma das obras de arte feitas por Woody Allen nos anos 80.
O filme apresenta sucessões de sutis citações as artes visuais, literatura e musica clássica, esta última se apresenta como um dos pontos altos do filme. W.A. Casa musica e cena, a musica atua como ponte que faz passar a ser cômica uma cena que se iniciou romântica.

A música ao mesmo tempo em que está casada com a cena, entra em cena, é mais que uma composição desta, é quase um personagem.

Outro “personagem” que me conquistou foi a própria cidade de Nova York, e sua arquitetura que foi apresentada como obra de arte a céu aberto, e mais uma vez temos a arte atuando como personagem quando a arquitetura, assim como a música, entra em cena e algumas vezes (no caso das esculturas espalhadas pela cidade) atuavam como uma extensão do pensamento ou do sentimento do personagem.


Nas cenas externas muitas vezes é possível ver pontos vermelhos compondo um cenário frio e pálido. São pontos vermelhos que ora são vibrantes ora são opacos; ora estão nítidos no quadro e ora estão se escondendo de nós. Esses pontos de luz são tão insistentes nas cenas e, sobretudo, nas externas, que parecem elementos postos intencionalmente.

São em quadros fixos focalizando um forte fundo vermelho, que por duas (maravilhosas) vezes, logo no inicio do filme, os atores entram em cena.


A Hannah de Mia Farrow:

A atriz rouba a cena, mais do que “Rosa purpura do cairo”, “Hannah e suas irmãs” é o seu filme. Não imagino outra atriz no lugar de Farrow. A personagem Hannah exigiu a fragilidade e delicadeza física da Mia Ferrow, e a doçura da sua voz em contraste com a força interior que a atriz só poderia impor através do olhar. Assim vemos a composição da personagem mais dominadora e centralizadora, um personagem verdadeiramente violento, que Mia Farrow encarnou de modo único, qualquer outra forma de compor Hannah teria sido exageradamente caricata.


As faces de W.A.

Os maridos das três irmãs, o sedutor Eliot, o artista sabichão Frederick (o meu favorito) e o hipocondríaco Mickey são, ao meu ver, três possibilidades de Woody Allen. Mas essas constantes especulações de qual personagem é o W.A. do filme me faz buscar um referencial Alleano em todos os filmes do diretor.


*(confesso que como todos sempre tenho a sensação de ver um Woody em cena, mesmo quando não temos Woody atuando, mas não consegui ver isso em “O sonho de cassandra”, e muitos também não viram. Soube que nas gravações W.A. deu uma de Kubrick e pegou no pé dos atores principais do filme, e muitas vezes fez interferências nas atuações, em entrevista os atores disseram que Allen nunca deixou claro as intenções dele apenas dizia “façam de modo diferente”, e que até o momento eles se perguntavam “o que Allen queria?” acho que essa é a pergunta errada, a questão é “quer que eu o imite W.A.?” de preferencia, faça isso gaguejando!)


Algumas outras questões do filme

A busca por deus e pelo sentido da vida que o personagem de Woody Allen faz no decorrer de “Hannah e suas irmãs” é o ponto alto da comédia do filme, e ao mesmo tempo muito existencialista.

Quando o judeu Allen tenta virar budista depois da falha tentativa aceitar Cristo como o messias

E o questionamento sobre o direito que o artista possui, e se ele possui direitos, de usar como inspiração as histórias de pessoas próximas, quando Holly a irmã de Hannah que vira escritora usa a historia de Hannah e seu marido como inspiração.

domingo, 21 de novembro de 2010

IMPERDIVEL: Pierrot le Fou segunda no CineMaison

O Demônio das Onze Horas Pierrot le Fou (França/Itália, 1965) segunda no Cinemaison

De Jean-Luc Godard. Com Anna Karina, Jean-Paul Belmondo. Drama em Cores. Duração 105’. Classificação etária 16 anos.

Casado com uma italiana e entediado com sua vida na alta sociedade, o professor espanhol Ferdinand foge em direção ao sul com Marianne, após um cadáver ser encontrado na casa dela. Eles caem na estrada e deixam um rastro de roubos por onde passam.
 
 
 
Rio de Janeiro

Cinemaison dia 22/11/2010 às 18hs
Av. Presidente Antônio Carlos, 58. – Centro




Ficha técnica:
CINEASTA: JEAN-LUC GODARD

GÊNERO: DRAMA/POLICIAL
ORIGEM: FRANÇA/ITÁLIA
DIÁLOGO: FRANCÊS
LEGENDA: PORTUGUÊS
DURAÇÃO: 110 MIN
COR: COLORIDO
FORMATO: RMVB

Link para baixar o filme: http://www.megaupload.com/?d=2JPZAI8G

Godard - NOSSA MÚSICA


Se divide em três partes:

o inferno, com sete minutos de imagens de guerras diversas em branco e preto e a cores com aviões, tanques e navios, explosões, execuções, populações em fuga, campos e cidades devastados, e acompanhamento musical. Imagens silenciosas, quatro frases, quatro peças musicais;

o purgatório, filmado na cidade de Sarajevo, com uma hora de duração. Um cidade contemporânea, martirizada como tantas outras. Personagens reais e imaginários. Uma visita à ponte de Mostar enquanto ela é reconstruída representa a passagem da culpa ao perdão;

e o paraíso. Nesta terceira parte mostra-se uma jovem mulher que, depois de se sacrificar no purgatório, encontra a paz em uma pequena praia guardada por fuzileiros navais norte-americanos.



http://www.megaupload.com/?d=SMROR67U

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Como unir as partes:

Windows: 7-zip decompactador (clique p/ baixar)


Linux ou Mac tente com: HJ Split (clique p/ baixar) ou 7-Zx (clique p/ baixar)

No lugar do WinRar você vai precisar do 7-zip.

1. Baixe e instale o 7-Zip File Manager.
2. Clique na primeira parte do filme (.001 ou .part1.rar) com o botão direito do mouse e na guia '7-Zip' escolha a opção "Extrair aqui"

O arquivo será descompactado automaticamente;
Aconselho utilizar o The KMPlayer (clique p/ baixar) para reproduzir todo e qualquer arquivo de vídeo.



Caso não consiga descompactar:



Abra o 7-Zip File Manager (clique p/ baixar) pelo menu Iniciar e através dele vá até a pasta onde se encontram os arquivos, se não der pra ver o nome completo dos arquivos, arraste a aba "Nome" para a direita, até que se possa ver o nome inteiro, assim, verifique se todos os arquivos estão da seguinte forma: nome.formato.numeração

Ex: CinemaCultura.blogspot.com_Stalker.avi.001

As vezes um programa reconhece o arquivo e renomeia sem autorização, por exemplo:

CinemaCultura.blogspot.com_Stalker.avi

Neste caso falta a numeração, você deve adicionar o .001, ou .002... geralmente acontece na 1ª parte;

CinemaCultura.blogspot.com_Stalker.avi.001.ram

Neste caso delete todo e qualquer formato ou extenção que venha depois da numeração, as vezes acontece do Real Player adicionar um .rmvb depois da numeração, pode deletar esse final.


Se ainda assim estiver dando erro, verifique se todos os arquivos (com exceção da última parte) tem o mesmo tamanho.


Caso nada disso tenha resolvido, deixe um comentário na própria postagem do filme.

Espero ter ajudado. Boa Sorte!



Frases de Viver Sa vie de Jean-Luc Godard

É necessário emprestarmo-nos aos outros e darmo-nos a nós próprios. (Montaigne)

Tudo é bom. Só tens de te interessar pelas coisas. (Nana)


- Ela é uma senhora ou uma prostituta?

- Insulta-a. Se for uma prostituta, ficará zangada, se for uma senhora, sorrirá.

(conversa de homens)







Sinopse: Nana é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para fi- nanciar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel, é expulsa de casa e decide virar prosti- tuta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, re- encontra Yvette, uma velha amiga que lhe confessa que também se prostitui por necessidade. Yvette lhe apresen- ta a Raoul, que se converte em seu catetão. A partir des- se momento, Nana irá introduzindo-se progressivamente no mundo da prostituição.


Ficha técnica:
Direção: Jean-Luc Godard

Roteiro: Jean-Luc Godard
Título Original: Vivre sa Vie
Origem: França
Duração: 80 min
Idioma: Francês
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 272 MB
Servidor: Megaupload

Link para baixar o filme: http://www.megaupload.com/?d=RTLI5ML6

frases do filme "Le Petit Soldad" (1963, Godard)

- não sabemos onde por o coração

- tentar matar alguém diversas vezes é como tentar suicidar-se várias vezes

- final do livro de jean cocteau: um cara morre ao se fingir de morto e assim ficção e realidade se fundem

- a vida dá razão às mulheres e a morte aos homens

- fico perdido se não me finjo de perdido

- tenho certeza de que deus não tem ideal

- "a ética é a estética do futuro', essa frase reconcilia esquerda e direita"

- não temos guerra, apenas a forma de nosso corpo e rosto. quem sabe o importante não seja justamente reconhecer este rosto?

- buscamos como a ouro algo no fundo de nosso pensamento. encontramos uma palavra: já é silêncio.

fim

Sinopse: Bruno é um desertor que durante a guerra da Argélia vive em em constante conflito com a Frente de Libertação Nacional. Vivendo em Genebra, o rapaz é or- denado a assassinar um jornalista suíço. Mas ele falha na missão, é preso por ativistas adversários e descobre que sua amada faz parte do grupo adversário.


Direção: Jean-Luc Godard

Roteiro: Jean-Luc Godard
Título Original: Le Petit Soldat
Origem: França
Duração: 88 min
Idioma: Francês
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 277 MB
Servidor: Megaupload

Link para baixar o filme: http://www.megaupload.com/?d=MVX7U5EY

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Viver a vida...


Viver sa vie (viver a vida) não foi, nem é aclamado, acho que mesmo os críticos de botequim não viram o brilhantismo dessa peça. A crítica coloca o filme na lista dos fracassos do diretor. Mas eu acho este um belo filme, assim como a maioria dos filmes de Godard, não precisou de passagens notáveis, difíceis para dar um poder real às ideologias do diretor. Foi um Cocteu: cinema + artes gráficas = imagens referentes às idéias.
Os meios usados para mostrar e demonstrar o que os outros dizem e fazem não são importantes se os personagens representam o que deve ser representado. Quem realiza essa tarefa nos filmes de Godard, ao meu ver, não são verdadeiramente os atores, que “para um diretor de verdade são apenas ferramentas”, é o próprio Godard, que o faz através dos recursos cinematográficos. A maioria dos atores dos filmes dele, não eram atores, viraram atores a partir do trabalho com o diretor, de fato, me arrisco dizer que, são atores apenas para um diretor de verdade, um diretor da Nova Onda, como já não se fazem mais...


Sinopse: Nana é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para fi- nanciar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel, é expulsa de casa e decide virar prosti- tuta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, re- encontra Yvette, uma velha amiga que lhe confessa que também se prostitui por necessidade. Yvette lhe apresen- ta a Raoul, que se converte em seu catetão. A partir des- se momento, Nana irá introduzindo-se progressivamente no mundo da prostituição.

Ficha técnica:

Direção: Jean-Luc Godard

Roteiro: Jean-Luc Godard
Título Original: Vivre sa Vie
Origem: França
Duração: 80 min
Idioma: Francês
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 272 MB
Servidor: Megaupload

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O Desprezo...


Lê Mépris (O desprezo) até que recebeu méritos da crítica especializada, mas acho que esses críticos (cegos) não viram os defeitos do filme, deixaram a noção de produção milionária garantir a qualidade de um filme repleto de erros, o que, para um diretor sem qualquer filme defeituoso, soa como postos por intenção. Uma produção milionária, cheia de defeitos, por outro lado as econômicas são simplesmente perfeitas.

Sinopse: Paul Javal é um roteirista que vai para Roma trabalhar numa adaptação de A Odisséia, de Homero, que o diretor Fritz Lang está rodando na cidade. Paul é casado com a bela Camille e se arde de ciúmes quando ela aceita uma carona do produtor do filme, Jeremy Prokosch. Du- rante uma longa cena doméstica Camille fala de seu des- prezo pelo marido. O rompimento acontece em Capri, onde são realizadas as externas do filme.


Ficha técnica:

Direção: Jean-Luc Godard

Roteiro: Jean-Luc Godard e Alberto Moravia
Título Original: Le Mépris
Origem: França/Itália
Duração: 102 min
Idioma: Francês
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 340 MB
Servidor: Megaupload

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Acossado


O brilho de Acossado (A Bout de Souffle) é evidente a todos, uma unanimidade da crítica especializada e da crítica de botequim (como essa). Mesmo eu preferindo Belmondo olhando pra câmera e dizendo “olá, eu sou um canalha!”, a cena de Patrícia caminhando vendendo New York Herald Tribuine é simplesmente o símbolo da Nouvelle Vague.

Sinopse: Após roubar um carro em Marselha, Michel Poic- card ruma para Paris. No caminho mata um policial e em Paris persuade a relutante Patricia Franchisi, uma estu- dante americana com quem se envolveu, para escondê-lo até receber o dinheiro que lhe devem. Michel promete a Patricia que irão juntos para a Itália, no entanto o crime de Michel está nos jornais e agora não há opção. Ele per- de a consciência da situação na qual se encontra e anda pela cidade cometendo pequenos delitos, mas quando é visto por um informante começa o final da sua trágica perseguição.


Ficha técnica:
Direção: Jean-Luc Godard

Roteiro: Jean-Luc Godard, baseado em estória de François Truffaut
Título Original: À Bout de Souffle
Origem: França
Duração: 86 min
Idioma: Francês/Inglês
Legendas: Português
Formato: rmvb
Tamanho: 280 MB
Servidor: Megaupload


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